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» » Mulher de traficante Piná e outros três suspeitos são presos no Rio

Piná é acusado de ordenar ataques a UPPs e à sede do AfroReggae.
Grupo faz parte do braço financeiro da quadrilha que atua na região

A Polícia Civil do Rio prendeu nesta terça-feira (20) Fabiana Muniz Toledo Procopio, 32 anos, mulher do traficante do Complexo da Penha, Bruno Eduardo Procópio, o "Piná". Além dela, Neandro Ribeiro da Conceição, o "Naninho", Fernanda de Paiva Silva, a "Fernanda Paraíba", e Deiveson Rodrigues foram capturados.
Piná espera para ser transferido para um presídio federal após ter sido preso no dia 22 de abril em Búzios, na Região dos Lagos. Ele atualmente ocupa uma cela no Complexo Penitenciário do Bangu. De acordo com informações da 22ª DP (Penha) , a ação teve como objetivo atacar o braço financeiro da quadrilha que atua na região. Foram apreendidos veículos, jóias e dinheiro do grupo
Ataques a UPPs
De acordo com policiais, Piná e 2D ordenaram os ataques à Corrida da Paz, no Alemão, da qual participou o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, em 2013, e à sede do Afroreggae na favela, onde ficava a redação do jornal  "A Voz da Comunidade". De Búzios, no sábado (19), Piná também teria ordenado  que ônibus e carros fossem incendiados na Rodovia Amaral Peixoto, na altura do quilômetro 4, perto da comunidade do Caramujo, em Niterói, na Região Metropolitana.
Os dois e mais um terceiro homem, levado para averiguação e cuja identidade não foi revelada, foram levados de helicóptero de Búzios para a Cidade da Polícia, em Bonsucesso, Zona Norte do Rio, onde chegaram por volta das 14h30.

Piná e 2D foram levados para a Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino, Bangu 1, localizada no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
'Sanguinários', diz delegado
“Temos informações de que eles eram bastante sanguinários e estavam envolvidos em ataques a UPP e em Niterói. Eles não resistiram à prisão, foram cumpridos os mandados sem darmos um disparo”, disse Carlos Eduardo Thomé, delegado da Polícia Federal. "Essas prisões foram fundamentais para a segurança da cidade", acrescentou.
A ação na Região dos Lagos contou com dois helicópteros e assustou moradores. O Disque-Denúncia oferecia R$ 5 mil pela prisão de Piná, uma das maiores recompensas já pagas. A recompensa pela prisão de Duda 2D era de R$ 1 mil. Piná tem seis mandados de prisão, dois deles por homicídio, e 2D tem três mandados, todos por tráfico. Eles faziam parte da quadrilha de FB e, depois da prisão dele, em 2012, ganharam mais força no controle do tráfico do Alemão, de acordo com a polícia.
asa alugada por R$ 7 mil
Os suspeitos estavam em uma casa de luxo alugada por R$ 7 mil em Tucuns, ao lado de Geribá, em Búzios. Os dois  estavam lá com suas famílias para passar o feriado da Páscoa, segundo a polícia. A residência tem quatro suítes e os confortos típicos de uma casa de veraneio: churrasqueira e piscina. Policiais que monitoraram o movimento no local disseram que nem Piná nem 2D saíam da casa. Na garagem, havia um Corolla, um Onix e um Gol.
O imóvel foi localizado por volta das 5h desta segunda. Às 11h40, uma equipe de 15 agentes entrou na casa. Segundo Sérgio Sahione, da Inteligência da Secretaria de Segurança, 2D tentou fugir para um terreno ao lado, mas quando viu que estava cercado, se entregou. No local não foram encontradas armas ou drogas, mas havia uma quantidade de dinheiro calculada em R$ Ataques a UPPs.
Desde o início de 2014, criminosos praticaram uma série de ataques a comunidades pacificadas.  Em janeiro, suspeitos atiraram um coquetel molotov contra a UPP do Alemão, no Conjunto de Favelas do Alemão. O artefato atingiu dois carros que estavam parados na frente do prédio. No fim de fevereiro, criminosos incendiaram um contêiner no Morro do Gambá, que fica no Conjunto de Favelas do Lins. Criminosos também atiraram contra a base da Camarista Méier, na mesma ocasião.9 mil, segundo os policiais.
Também em fevereiro, a soldado Alda Rafaela Castilho, da UPP Parque Proletário, no Conjunto de Favelas da Penha, foi morta após ser baleada na barriga por criminosos, durante uma patrulha a comunidade. No mesmo mês, o policial Wagner Vieira da Cruz foi baleado na cabeça, na Vila Cruzeiro, também no Conjunto de Favelas da Penha, e morreu.
Em março deste ano, criminosos atacaram simultaneamente as Unidades de Polícia Pacificadora de Mandela, em Manguinhos, e da Camarista Méier, no Conjunto de Favelas do Lins de Vasconcelos, no Subúrbio. Em Manguinhos, os suspeitos também atearam fogo a dois carros da Polícia Militar. Esses ataques levaram o governo do estado a pedir a ajuda das Forças Armadas ao Governo federal para auxiliar na pacificação do Conjunto de Favelas da Maré.Já em março, o subcomandante da UPP da Vila Cruzeiro, Leidson Acácio Alves Silva foi morto durante um confronto entre policiais e criminosos. No mesmo mês, policiais da UPP da Rocinha foram atacados a tiros.
Quem são os criminosos
De acordo com o Disque-Denúncia, Piná faz parte do tráfico de drogas que age no Conjunto de Favelas da Penha e ainda gerencia alguns pontos de drogas naquela comunidade. Primo do traficante Luiz Fernandes Procópio Ferreira, o Escobar, Piná é apontado como o segundo homem na hierarquia no Complexo da Penha. Pelo Sistema de Cadastramento de Mandados de Prisão, há um mandado de prisão expedido pela 16ª Vara Criminal da Capital, pelo crime de associação ao tráfico.
Eduardo Fernandes de Oliveira, o 2D do Complexo ou 2D ou D2 ou Duda, de acordo com o Disque Denúncia, faz parte do tráfico de drogas que age no Complexo do Alemão e também integra o grupo de criminosos que recebeu ordens para abrir fogo contra as sedes e os policiais das UPPs e da 45ª DP (Alemão). Tudo autorizado por um dos criminosos mais procurados do Rio: Luciano Martiniano da Silva, o Pezão. Eduardo 2D gerencia parte dos pontos de drogas a mando de Pezão. Pelo Banco Nacional de Mandados de Prisão – CNJ – consta mandado de prisão expedido contra ele por tráfico de drogas.





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