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» » Fernando Baiano teria presenteado Cerveró com Land Rover de R$ 220 mil

Juiz acredita que há ‘claros indícios’ de lavagem de dinheiro na transação; valor foi pago em espécie e depois extornado

SÃO PAULO — O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal Federal do Paraná, determinou nesta terça-feira que a Polícia Federal instaure inquérito policial contra o ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, sua mulher Patrícia Cerveró e o lobista Fernando Soares, conhecido por Fernando Baiano. De acordo com a denúncia, Fernando Baiano teria dado de presente um carro importado Land Rover, no valor de R$ 220 mil, para Cerveró, cujo certificado estaria em nome de sua mulher Patricia. O presente foi dado em 2012, quando o ex-diretor da estatal ainda estava na Petrobras.

Cerveró, Patrícia e Fernando Baiano são suspeitos de novos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, que podem estar por trás da aquisição do automóvel, pago pelo lobista com dinheiro vivo e à vista numa revenda da empresa Autostar, em São Paulo. Cerveró e Baiano, acusados de receberem propinas na Operação Lava-Jato, estão presos em Curitiba, suspeitos de terem recebido propina de US$ 40 milhões na aquisição de navios-sondas para extração de petróleo no exterior.

A Justiça descobriu a triangulação entre o casal Cerveró e Baiano quando determinou a quebra do sigilo fiscal do ex-diretor da Petrobras. Ele declarou ser proprietário de um automóvel Land Rover Evoque 2012. Com isso, o Ministério Público obteve junto à Autostar informações sobre a aquisição. A nota fiscal estava em nome da esposa de Nestor Cerveró, Patrícia Anne Cunat Cerveró.

“Entretanto, na proposta de compra é apontado o endereço eletrônico fsoares@hawkeyespar.com.br como contado de Patrícia. O endereço eletrônico é de titularidade de Fernando Soares e da empresa dele, a Hawk Eyes Administração de Bens Ltda. Ouvida, a vendedora da loja da Autostar declarou que Fernando Soares é quem fez todo o contato com a empresa para a compra do veículo. A Autostar também forneceu ao MPF extrato bancário que revela que o veículo foi pago por depósito em dinheiro no valor de R$ 220.000,00 em 27 de julho de 2012, o que não é comum para transação neste montante”, diz o juiz na sua decisão.

A pedido do MPF, o juiz determinou a quebra no sigilo bancário sobre a transação feita para a compra do automóvel. E descobriu que os R$ 220 mil foram depositados em espécie no Bradesco, aparecendo como depositante Patrícia Cerveró. Logo em seguida houve um estorno no depósito na fita do caixa, por solicitação do cliente. E em seguida foi feito no depósito. Moro pede que todos os funcionários do Bradesco envolvidos na operação seja ouvidos agora pela PF.


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O juiz acredita que há “claros indícios” de lavagem de dinheiro no processo. “Observo que há provas, em cognição sumária, de que a aquisição do veículo teria sido intermediada por Fernando Soares em benefício de Nestor Cerveró, com a participação da esposa deste. A realização do pagamento do veículo em espécie não é crime, mas transação de R$ 220 mil em espécie não é nada usual. A realização de elevada transação em espécie gera fundada suspeita de que o objetivo dela seria dificultar o rastreamento do dinheiro, a real titularidade dos recursos, e acobertar pagamento de propina ou lavagem de dinheiro, suspeita essa reforçada pela participação de Fernando Soares na aquisição do veículo em questão. Afinal, ele é acusado pelo MPF exatamente como intermediador de propinas para Nestor Cerveró”. Leia mais


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