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» » » Governo decreta estado de emergência em todo país por surto de microcefalia

Doença faz bebês nascerem com o crânio menor, correndo risco de morte

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Marcelo Castro, assinou nesta quarta-feira uma portaria decretando estado de emergência nacional devido a um surto de microcefalia no Nordeste, principalmente em Pernambuco. 

Trata-se de uma malformação em que os bebês nascem com o crânio menor e que pode levar à morte. Segundo o ministério, houve 141 casos nos últimos quatros meses em 44 municípios pernambucanos. Antes do surto, o estado registrava em torno de dez casos por ano. Também está sendo investigado o possível aumento do registro da malformação na Paraíba e no Rio Grande do Norte, mas o ministério não soube informar quantos casos houve nos dois estados.

É a primeira vez que o governo federal declara emergência em saúde pública de importância nacional, medida permitida desde a edição de um decreto em 2011. A declaração do estado de emergência respalda as autoridades de saúde a tomarem medidas emergenciais. A burocracia para algumas compras que julgarem necessárias para conter o surto, por exemplo, diminui. Na terça-feira, o ministério já tinha ativado o Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes), em Brasília, para ajudar no enfrentamento ao surto. A situação, segundo o ministério, é grave..

— No dia 22 de outubro, o Ministério da Saúde foi informado pela Secretaria de Saúde de Pernambuco, sobre o aumento do número e casos de microcefalia em recém-nascidos. Esse aumento de casos foi observado a partir de agosto de 2015. Imediatamente, o Ministério da Saúde enviou uma equipe para monitorar e investigar a situação junto com Secretaria de Saúde de Pernambuco. Também comunicamos a situação à Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), conforme os protocolos internacionais de notificação de doenças — relatou o ministro.

— A medida (estado de emergência) em primeiro lugar caracteriza uma situação. Então justifica a mobilização prioritária de todas as áreas, no caso, da saúde e da administração pública federal que for necessária, com prioridade ao atendimento às necessidades desta condição. Isso pode parecer pouco, mas significa que áreas do Ministério da Saúde, áreas de outras ministérios, caso sejam acionadas, darão prioridade para isso em relação a outros assuntos que fazem parte das suas atribuições e em geral não são poucas. E existe a previsão de que caso sejam necessárias compras emergenciais, contratações emergenciais, esse decreto respalde essas medidas do ponto de vista administrativo, ou seja, dê respaldo legal para que algumas operações burocráticas sejam abreviadas. Basicamente é isso. E é o reconhecimento do governo de uma situação de gravidade que também deve mobilizar gestores estaduais para que deem atenção a isso — explicou o diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.

Os técnicos do Ministério da Saúde ainda estão em Pernambuco analisando o caso e permanecerão no estado pelo tempo que for necessário. O ministro disse que divulgará boletins regulares sobre a microcefalia para manter a população informada. Segundo ele, todas as hipóteses que possam explicar o surto estão sendo avaliadas. Há várias possibilidades que possam explicar o surto, como substâncias químicas, radiação ou infecções causadas por bactérias ou vírus.

— Nada foi descartado. Assim que saírem, os resultados dos exames serão analisados por especialistas de diversas instituições para análise do quadro. É possível também que a gente recorra aos centros internacionais. Qualquer conclusão antes de uma investigação detalhada é precipitada e irresponsável — disse o ministro, que ainda afirmou:
— A microcefalia é uma anomalia congênita que se manifesta antes do nascimento. O diagnóstico pode acontecer ainda na gestação ou logo após o parto. Eles nascem com crânio menor, abaixo da média. Prejudica o desenvolvimento do bebê e as consequências são graves. A doença pode levar ao óbito. Não é uma doença nova. O que chama a atenção é o aumento do número de casos suspeitos.

Segundo o Ministério da Saúde, o normal é que o perímetro da cabeça tenha mais de 33 cm nos recém-nascidos. Nos bebês com microcefalia, as medidas são menores. De acordo com o ministério, cerca de 90% das microcefalias estão associadas com retardo mental. Mas tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida. Em alguns casos, é possível corrigir a anomalia por meio de cirurgia.
Um dos suspeitos do surto é o zika virus, transmitido pelo Aedes aegypti, o mosquito que também transmite dengue e febre chikungunya. O aumento de casos dessa doença no Brasil coincide com o período de gestação dos bebês que nasceram com microcefalia. Os sintomas da doença nos adultos costumam costumam ser febre, dor de cabeça, no corpo e nas articulações, diarreia, náuseas e mal-estar, mas se manifestam de forma mais branda do que na dengue. Mas, por enquanto, o ministério afirma que há apenas uma coincidência temporal entre os dois surtos.

— No ano em que tivemos um vírus novo (zika) circulando no país, temos a tendência de associar as duas coisas, duas ocorrências novas que nos preocupam do ponto de vista da saúde pública. No entanto, até este momento, a única coisa que existe é isso: uma coincidência das duas coisas — afirmou Maierovitch.
Enquanto não está definida a causa do surto de microcefalia, o Ministério da Saúde reforça a recomendação para que as gestantes não usem medicamentos não prescritos por profissionais de saúde e que façam o pré-natal. Devem também relatar qualquer alteração que percebam durante a gravidez. Recomendou também que as secretarias de saúde locais reforcem a vigilância sobre suspeitas de microcefalia e comuniquem casos registrados ao Ministério da Saúde. O ministério
Maierovitch disse que o governo ainda não tem a dimensão do tamanho que esse surto vai adquirir.
— Não sabemos ainda a dimensão de que essa emergência terá. Pode ser que estejamos frente a um evento que começou a acontecer e que em breve deixe de acontecer. Pode ser que estejamos no começo de uma crise mais grave. É impossível para qualquer um neste momento, para qualquer epidemiologista afirmar o que vai acontecer em relação à ocorrência de novos casos — afirmou Maierovitch. >>>>fonte


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