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» » Temer escolhe Maria Silvia Bastos BNDES

Economista presidiu CSN e foi secretária de Finanças da Prefeitura do Rio.

Ela é primeira mulher do novo governo após anúncio de equipe masculina.
A economista Maria Silvia Bastos Marques será a nova presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), informou no final da tarde desta segunda-feira (16) a assessoria do presidente em exercício Michel Temer. Ela será a primeira mulher a chefiar a instituição, que tem, entre as atribuições, o financiamento de grandes obras e projetos no país.


Ex-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), ex-secretária de Finanças da Prefeitura do Rio de Janeiro e ex-diretora do próprio BNDES, Maria Silvia Bastos Marques é a primeira mulher indicada para a equipe de Temer depois do anúncio pelo presidente em exercício de um ministério exclusivamente masculino.

A ausência de mulheres e negros do ministério de Temer foi objeto de crítica da presidente afastada Dilma Rousseff. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, do mesmo partido de Temer, o PMDB, justificou dizendo que os demais partidos que apoiam o novo governo e detêm ministérios não indicaram mulheres.

O ministro do Planejamento, Romero Jucá, negou que a escolha de Maria Silvia Bastos reflita uma preocupação de Temer de colocar uma mulher em um dos altos cargos do governo.

"É um convite para colocar alguém competente, experiente, que tem toda condição de fazer um grande trabalho no BNDES e, portanto, o presidente [em exercício] Michel entendeu de convidá-la. E eu considero uma ótima escolha", afirmou na noite desta segunda-feira (16).

Primeira mulher na presidência do BNDES
Segundo a assessoria do BNDES, Maria Silvia Bastos é a primeira mulher a ocupar o posto. Ela assumirá no lugar de Luciano Coutinho, que ocupava o cargo desde 2007, indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além do nome da nova presidente do BNDES, outros presidentes de bancos oficiais devem ser anunciados ainda nesta semana.

É aguardado para esta terça (17), por exemplo, o anúncio, pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, do novo comandante do Banco Central, posto que vinha sendo ocupado por Alexandre Tombini, nomeado pela presidente afastada Dilma Rousseff.

Medida provisória
Na semana passada, após assumir como presidente em exercício, Temer editou uma medida provisória (726/2016), na qual determinou mudanças na composição do governo. Após a publicação no “Diário Oficial”, uma medida provisória passa a valer como lei, e o Congresso tem até 120 dias para mantê-la ou derrubá-la.

Entre vários pontos, ele estabeleceu na MP que o BNDES passaria a ser subordinado ao Ministério do Planejamento.

Antes, o banco era vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que, sob Temer, foi desmembrado e rebatizado (Ministério da Indústria, Comércio e Serviços) – as atribuições relacionadas ao comércio exterior passaram para o Ministério das Relações Exteriores, comandado por José Serra (PSDB-SP).

Currículo
Maria Silvia Bastos Marques é graduada em administração pública pela FGV-RJ e tem mestrado e doutorado em Economia, também pela FGV-RJ.

Ela tem experiência no setor público e privado. Entre os cargos que exerceu está a presidência da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), entre 1996 e 2002. Também tem passagens pela Petrobras e pelo próprio BNDES, onde trabalhou nos anos 1990.

Mais recentemente, Maria Silvia Bastos foi assessora especial das Olimpíadas na Prefeitura do Rio de Janeiro, cargo que deixou no início de maio, faltando menos de 100 dias para o início dos jogos. >>>>fonte

A MULHER DE UM BILHÃO DE DÓLARES

É uma administradora, economista e executiva. Foi a primeira e única mulher a ocupar a presidência da Companhia Siderúrgica Nacional. Foi secretária municipal de fazenda da cidade do Rio de Janeiro de 1993 a 1996 na gestão do prefeito César Maia e ficou conhecida como a "Mulher de 1 Bilhão de Dólares", referência ao valor do caixa do município deixado após sua saída, um fato inédito. Incluída na lista da Revista Time como única mulher entre os doze executivos mais poderosos do mundo.
No primeiro ano de sua gestão dobrou o faturamento da CSN. Graduada em Administração Pública, com mestrado e doutorado em Ciências Econômicas, todos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Foi pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV) e professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro(PUC-RJ), de 1982 a 1990.

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