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» » Lava Jato denuncia José Dirceu e Renato Duque por corrupção e lavagem

Segundo investigadores, empresas repassaram mais de R$ 2 milhões para o ex-ministro da Casa Civil

O Ministério Público Federal, em Curitiba apresentou à Justiça Federal nesta segunda-feira, 27, nova denúncia contra o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu de Oliveira e Silva, o ex-diretor de Serviços da Petrobrás, Renato Duque, e outros cinco investigados. A força-tarefa da Operação Lava Jato acusa os sete por corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência a organização criminosa.

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A ÍNTEGRA DA DENÚNCIA PDF

“Durante as investigações no âmbito da operação Lava Jato, foi comprovado que os executivos da empresa Apolo Tubulars, Carlos Eduardo de Sá Baptista e Paulo Cesar Peixoto de Castro Palhares, interessados em adentrar no mercado de tubos e celebrar grandes contratos com a Petrobras, solicitaram a intervenção de Júlio Gerin de Almeida Camargo junto a Renato Duque para que a empresa fosse beneficiada perante a estatal”, informou nota da Procuradoria da República.

Segundo os investigadores, mediante pagamento de propinas no valor de mais de R$ 7 milhões, Renato Duque, como responsável pela Diretoria de Serviços da Petrobrás, à qual estava subordinada a Gerência de Materiais, encarregada pelo procedimento licitatório, ‘possibilitou a contratação da Apolo Tubulars em contrato de fornecimento de tubos com valor inicial de R$ 255.798.376,40, que foi maximizado para o valor de R$ 450.460.940,84’.

A Procuradoria sustenta que as vantagens ilícitas foram transferidas pela Apolo Tubulars para a empresa Piemonte, do lobista Júlio Camargo. Os investigadores afirmam que, em seguida, Renato Duque solicitou a Júlio Camargo ‘que a sua parcela na propina, cabível em decorrência de suas intervenções, fosse repassada ao núcleo político capitaneado por José Dirceu’.

“Assim, cerca de 30% dos valores recebidos por Júlio Camargo, o que equivale a R$ 2.144.227,73, foram transferidos ao ex-ministro da Casa Civil”, aponta a força-tarefa.

Os procuradores destacam que ‘para dissimular os repasses de vantagens indevidas’, Júlio Camargo custeou despesas decorrentes da utilização de duas aeronaves por José Dirceu. O lobista também teria providenciado a transferência de valores para José Dirceu, ‘mediante contrato falso celebrado entre as empresas Credencial – controlada por Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique de Oliveira Macedo – e Auguri’.

Os pagamentos decorrentes do referido contrato totalizaram R$ 688.633,07 e ocorreram entre 12 de março e 30 de julho de 2012. Conforme a denúncia, nesse período Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique de Oliveira Macedo realizaram diversos saques em espécie de alto valor e mantiveram cerca de 300 contatos telefônicos com José Dirceu e seu grupo.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE EDUARDO MEIRA, DA CREDENCIAL

Os advogados Maurício Silva Leite e Fernando Araneo, que defendem o empresário Eduardo Meira, da Credencial, rechaçaram com veemência a versão de a empresa é de fachada. Enfáticos, eles declararam. “Eduardo Meira afirma que a Credencial não é empresa de fachada e que vai se defender para provar sua inocência.” >>>>FONTE

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