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» » Odebrecht comprou banco para pagar propina no exterior, diz delator

Vinícius Borin disse que a empreiteira movimentou US$ 1,6 bilhão no banco.
Executivos cogitaram fechar banco para 'sumir' com documentos.

O delator da Operação Lava Jato Vinícius Veiga Borin afirmou aos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) que a Odebrecht, através de funcionários e terceiros, chegou a comprar a cota majoritária de um banco em Antígua, arquipélago no Caribe usado como paraíso fiscal, para operar recursos de propina no exterior. Segundo Borin, foi movimentado US$ 1,6 bilhão no Meinl Bank Antiqua, sendo a maior parte dos valores ilícitos.

Além de Borin, firmaram acordo de colaboração com o MPF os sócios dele Luiz Augusto França e Marco Pereira de Sousa Bilinski. O acordo ainda não foi homologado pelo juiz Sérgio Moro, mas detalha como foi feita a compra do banco e por onde passavam os recursos que serviriam posteriormente para pagar propina para terceiros.

Uma das empresas citadas por Borin como beneficiária destes recursos foi a Shellbill, atribuída ao publicitário João Santana e a mulher dele, Mônica Moura – eles foram responsáveis pelas últimas três campanhas presidências do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele disse que a offshore deles recebeu US$ 16.633.510.

Conforme o delator, inicialmente a Odebrechtmovimentava valores de suas offshores no Antígua Overseas Bank (AOB), instituição da qual Borin era funcionário – os valores chegaram a US$ 1 bilhão, disse. No entanto, o banco teve problemas de liquidez e foi liquidado em 2010 – nesta operação, a Odebrecht perdeu US$ 15 milhões que ficaram bloqueados, segundo Borin.

Para continuar fazendo as operações financeiras no exterior, um grupo de funcionários da Odebrecht que era responsável pela operação teve a ideia de comprar 51% do Meinl Bank Antiqua, um banco austríaco que tinha uma filial sem atividade em Antígua. Os funcionários da Odebrecht faziam parte do chamado “Setor de Operações Estruturadas” da empreiteira – que servia exclusivamente à movimentação de recursos ilegais, conforme as investigações.

Desta forma, foram acertados pagamentos de US$ 3 milhões e mais quatro parcelas anuais de US$ 246 mil para a compra de 51% do Meinl Bank Antiqua, e as contas do AOB foram transferidas para a nova instituição. Essa sociedade foi dividida em três partes – uma para Borin e seus sócios, uma para os funcionários da Odebrecht, e uma terceira para uma pessoa chamada Vanuê.

De acordo com Borin, Vanuê era funcionário da cervejaria Itaipava e também teve problemas com o AOB, tendo US$ 50 milhões bloqueados. Posteriormente, ele vendeu a participação dele para os outros dois grupos, que ainda compraram mais ações do Meinl Bank Antiqua e chegaram a 67% da sociedade.

Quando a Operação Lava Jato começou a avançar, conforme Borin, houve a preocupação de funcionários da Odebrecht com a documentação do Meinl Bank Antiqua. Eles chegaram a aventar a possibilidade de comprar 100% do banco apenas para fechá-lo e sumir com a documentação, explicou o delator.

Operação
O delator disse aos procuradores que passava diariamente para funcionários da Odebrecht extratos das contas que ele movimentava no Meinl Bank Antiqua. O sistema usado era, inclusive, o mesmo do Setor de Operações Estruturas, que foi detalhado na delação de Maria Lúcia Tavares, outra ex-funcionária da empreiteira.

Essas contas usadas para pagar propina foram fechadas na medida em que apareceram citadas na Operação Lava Jato, segundo Vinícius Borin.“Embora não possa afirmar com certeza, entende que a ordem para fechamento das contas ‘veio de cima’, da administração da Odebrecht”, diz trecho do anexo de delação.

Perguntado se ele tinha contato com o presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, ele disse que nunca teve contato, e não sabe dizer se ele tinha conhecimento da estrutura de propina. “Mas pelo volume de dinheiro e pela estrutura criada, considera impossível ele não ter tido conhecimento de seu funcionamento”, diz outra parte do depoimento.

A Odebrecht informou que não vai se manifestar a respeito das declarações de Borin. A empresa e os executivos negociam acordos de colaboração premiada com a Justiça.

Depoimentos suspensos
Nesta segunda-feira (20), o juiz Sérgio Moro cancelou momentaneamente os depoimentos que Vinícius Veiga Borin, Luiz Augusto França e Marco Pereira de Sousa Bilinski prestariam como testemunhas de acusação em processo contra ex-funcionários da Odebrecht na quarta (22). A defesa de um dos acusados fez a solicitação pedindo para que eles depusessem apenas depois de concluir os depoimentos de colaboração com o MPF.

Assim, o juiz aceitou o pedido e, em acordo com as defesas, postergou os depoimentos. Ele detemrinou, no entanto, que o MPF colha todos os depoimentos de colaboração até o dia 25 de julho, uma vez que que há acusados presos. >>>>FONTE

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