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Executivos da Andrade reafirmam que PT pediu 1% de todos os contratos

Depoimentos revelam que nem todos os valores solicitados foram pagos pela empresa

SÃO PAULO - Depoimentos de três executivos da Andrade Gutierrez, ouvidos nesta segunda-feira pelo juiz Sérgio Moro, reforçaram as acusações de que em 2008 o PT pediu propina de 1% dos contratos que a empreiteira tinha com o governo federal — e não só com a Petrobras. Eles ligaram os pagamentos a projetos da Eletronuclear e a um empréstimo do BNDES para uma construção na Venezuela. Um dos executivos relatou que nem todos os valores foram pagos e que parte deles era repassada na forma de doação oficial para campanhas petistas.

Essa foi a primeira vez que os executivos prestaram depoimento após acertarem um acordo de delação premiada com a Justiça Federal. Em um depoimento anterior, eles haviam ficado calados.

Ex-diretor de relações institucionais da Andrade, Flávio Gomes Machado Filho afirmou que, em uma reunião realizada na sede da empresa em São Paulo em 2008, o então presidente do PT, Ricardo Berzoini, solicitou que a empreiteira pagasse ao PT 1% de todos os contratos que tinha com o governo federal. O pedido envolvia, inclusive, obras já realizadas. Além de Machado e Berzoini, estavam na reunião o então tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, João Vaccari Neto e o presidente da companhia, Otávio Azevedo.

— Nessa reunião, Berzoini fez essa colocação, que gostaria que todo e qualquer contrato da Andrade Gutierrez junto ao governo federal tivesse o pagamento de vantagens indevidas no valor de 1% — disse Machado, em depoimento. — Foi uma conversa muito desagradável.

Segundo Machado, os executivos da Andrade não achavam que deveriam fazer o pagamento “porque não tinha nenhuma ajuda especial” do PT. Questionado por Moro se a empresa foi ameaçada caso não pagasse, o ex-diretor respondeu que “deu para perceber que poderia haver algum tipo de situação desconfortável” para a empresa.

— Entendemos como sendo uma pressão. Não foi uma solicitação, que você pode aceitar ou não. A gente achou como uma imposição.

Apesar disso, segundo Machado, “muito do que foi solicitado não foi efetivamente cumprido”. Ainda segundo a versão dele, na reunião de 2008, também não ficou claro como deveriam ser feitos os pagamentos ao PT.

O executivo lembrou-se de pelo menos duas situações em que foi cobrado por Vaccari de pagamentos que deveriam ser feitos ao PT relacionados a obras da Eletronuclear e a um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para uma obra da companhia na Venezuela. Nas duas situações, segundo ele, os repasses ao partido foram feitos “através de doações oficiais”.

OUTROS DEPOIMENTOS

O ex-diretor da Andrade Gutierrez, Elton Negrão, afirmou que, entre 2009 e 2010, seus funcionários da área comercial sofreram pressão para pagar propina. Ele relatou o problema ao então presidente da companhia, Rogério de Sá, que comunicou um acerto com o PT:

— O Rogério me falou que, em uma conversa do PT com o Otávio (Azevedo) acertou percentual (de propina) e que a empresa ia cumprir. Ele disse ainda que tinham decidido aumentar as contribuições oficiais para diminuir a pressão por pagamentos

O ex-executivo Pedro Campelo voltou a confirmar a existência do cartel para as obras da Petrobras desde 2000. Segundo ele, o processo foi intensificado entre 2003 e 2004. Disse que, apesar de pressionado pelo ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco para acertar dívidas de propina, Às vezes, segundo ele, não cumpria.

— Eu, da minha parte, fazia ouvido de mercador.

O GLOBO não localizou Berzoini para comentar as acusações nesta segunda-feira. No início do ano, quando seu nome foi envolvido em denúncias reclamou de vazamentos de informações “com claros objetivos políticos”. Ele declarou que manifestava “total tranquilidade em relação às investigações, confiando que a verdade prevalecerá”. >>>>FONTE


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