Vídeos

URGENTE VEJA




" });

Notícias em Foco

Mundo dos Esportes

Noticias Itaocara e Região

Saúde em Ação

OS ÚNICOS QUEM?

OS ÚNICOS QUEM?
CLICK NA FOTO

Galeria de Fotos

» » » Aqui elas mandam! Em casa, Martine e Kahena conquistam o ouro na vela

Dupla vence regata da emocionante e leva única medalha da modalidade da Rio 2016 no último dia. 

Oitavo pódio olímpico da família Grael transforma água e areia em festa
Não há nada como a casa da gente. Aquele lugar que você conhece cada cantinho, cada atalho, cada detalhe. 

Imagine então disputar uma edição dos Jogos Olímpicos no seu quintal? E ganhar a medalha de ouro no lugar que você ama? Foi isso que Martine Grael e Kahena Kunzeconseguiram na tarde desta quinta-feira. Na Baía de Guanabara, onde começaram a velejar juntas, a dupla brasileira venceu a regata da medalha da classe 49erFX e se tornou campeã olímpica. Com a família e os amigos na areia, fizeram uma regata da medalha que beirou a perfeição: teve emoção, estratégia e ultrapassagem no final. Aos pés do Pão de Açúcar, as meninas de ouro do Brasil mostraram que ali quem manda são elas.

Em uma categoria marcada pelo equilíbrio, com quatro duplas chegando à decisão com chance de título, Martine e Kahena fizeram valer o fator casa. Depois de vencerem os dois eventos-teste que foram realizados na Baía, em 2014 e 2015, chegaram ao dia decisivo empatadas com os barcos da Dinamarca e Espanha. e um ponto à frente das neozelandesas. E a vitória do ouro, disputada na raia do Pão de Açúcar, veio por uma diferença de apenas dois segundos. 
Na classificação final, 48 pontos perdidos. A prata ficou com a dupla da Nova Zelândia, Alex Maloney e Molly Meech, que perderam 51 pontos, e o bronze para as dinamarquesas Jena Hansen e Katja Steen Salskov-Iversen, 54. Para celebrar? Mergulho coletivo nas águas criticadas e que geraram apreensão durante todo o ciclo olímpico. A família que estava na praia não se conteve e nadou em direção ao barco campeão. 

- Se a gente conhecesse tanto assim a Baía, teríamos vencido por antecipação (risos). Aqui é o nosso jardim, começamos a velejar aqui. Mas todos velejaram de igual para igual, nenhuma equipe sabia mais do que a outra. Talvez em algum momento houve alguma vantagem por causa do vento, mas nada decisivo. Ainda não caiu a ficha da medalha. Esperamos estimular outras meninas. Não só na vela, mas em outros esportes. Estou orgulhosa. Sempre sonhei estar na Olimpíada e representar nosso país. E fomos além - disse Martine.

A conquista garantiu ao Brasil uma sequência importante na vela: desde 1996 que o país conquista pelo menos uma medalha no esporte. Foi ainda um ouro de duas famílias muito ligadas às águas. Martine é filha de Torben Grael, bicampeão olímpico, dono de cinco medalhas - duas de ouro, uma de prata e duas de bronze - e coordenador técnico da equipe brasileira de vela. Somando os dois bronzes do tio Lars Grael, já são oito medalhas olímpicas em casa. Já o pai de Kahena é Cláudio Kunze, campeão mundial júnior da classe Pinguim.

- Aqui é uma caixinha de surpresas. Sempre pode ter uma coisa nova. Você não pode achar que sabe tudo. Quando saímos para a regata, nos abraçamos e falamos: vamos dar o nosso melhor. Chegar entre os quatro já seria um grande resultado. Incrível a força da família, da torcida, energizante - resumiu Kahena.

BANDEIRA DO FORTE AJUDOU NA DIFÍCIL DECISÃO

As brasileiras chegaram à última prova dividindo a primeira posição com as as espanholas Tamara Echegoyen e Berta Betanzos, e as dinamarquesas com 46 pontos perdidos. Nos critérios de desempate, apareciam na segunda colocação geral. Mas foi com a dupla da Nova Zelândia, quarta colocada com 47 pontos perdidos e última equipe na disputa pelo ouro, que elas travaram uma disputa acirrada pelo título de campeãs olímpicas.


Martine e Kahena fizeram uma boa largada. Passaram a primeira das cinco boias na terceira posição. O problema é que as neozelandesas estavam em segundo. Seria preciso fazer as escolhas certas, sem margens para erros. Era hora de lembrar quem estava competindo no quintal de casa. Com as espanholas fora da briga (foram mal na regata e terminaram em sétimo), a corrida do Brasil teve duas frentes: ao mesmo tempo que tentavam se livrar das dinamarquesas, as meninas travavam uma verdadeira caça à Maloney e Meech. >>>>FONTE

«
Next
»
Previous