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» » Marcelo Freixo é entrevistado no RJTV falando de Itaocara

Candidato do PSOL falou sobre doações de empresas e sua agenda.

Nesta quarta-feira (21) será a vez de Marcelo Crivella (PRB).
O candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, do PSOL, foi entrevistado ao vivo nesta terça-feira (20) no RJTV pelas apresentadoras Mariana Gross e Ana Luiza Guimarães.

Ele foi questionado sobre a doação que recebeu da empresa Vitor Hugo Demolições, a responsável pela remoção da comunidade da Vila Autódromo, que foi combatida por Freixo. O candidato disse que a doação foi feita em 2012 e que, desde 2014, o PSOL não aceita doações de empresas. "Isso foi em 2012, não existia demolição da Vila Autódromo", afirmou. "Eu estive na Vila Autódromo em todos os momentos da luta daqueles moradores. [...] Foi uma remoção covarde, a mando da especulação imobiliária", disse. “Na nossa gestão, nós vamos parar com essas remoções.”

Freixo também falou sobre os poucos compromissos públicos na Zona Oeste, a região que tem mais problemas de saúde, educação e segurança do Rio. Foram 6 de um total de 66 divulgados em sua agenda. Ele disse que priorizou a área, mas nem sempre anunciou publicamente que iria lá, por questões de segurança. "Eu não posso corrigir meu site e colocar a vida da minha equipe em risco. É uma questão de responsabilidade [...] Eu não posso colocar que vou a determinados locais porque a Zona Oeste, lamentavelmente, ainda tem milícia, porque esse governo é conivente com isso."

Nesta segunda-feira (19), foi entrevistada a candidata Jandira Feghali (PCdoB). Na quarta-feira (21), o entrevistado será Marcelo Crivella (PRB). Na quinta-feira (22), a entrevista será com Pedro Paulo (PMDB). Na sexta (23), será a vez de Flávio Bolsonaro (PSC). O candidato Indio da Costa (PSD) será entrevistado no sábado (24).

A ordem da série de entrevistas foi definida em sorteio. VC no G1: envie pergunta para as entrevistas do G1 com os candidatos.

Íntegra da entrevista com Marcelo Freixo (PSOL)

Ana Luiza Guimarães: Todo dia o RJTV 2ª edição, a gente mostra para você o dia de campanha de candidatos à prefeitura do Rio, as propostas que eles têm para saúde, educação, transporte, para todos os temas mais importantes para a cidade. Agora, nas entrevistas, a gente vai abordar os temas polêmicos das candidaturas. É hora de confrontar candidatos e candidatas com o desempenho deles em cargos públicos.

Mariana Gross: Isso. Candidato, teremos 15 minutos de entrevista, com 30 segundos de tolerância. Esse tempo começa a ser contado a partir de agora. Candidato Marcelo Freixo, em outubro de 2012, o Supremo Tribunal Federal condenou 25 pessoas no caso do mensalão. Entre elas, José Dirceu, ex-ministro e ex-presidente do PT, José Genoíno, ex-presidente do PT, e também Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT. Dois anos depois dessa decisão do Supremo, o senhor declarou apoio ao PT na eleição. Candidato, corrupção condenada pelo Supremo e o senhor declara apoio ao partido condenado por corrupção? Pergunto ao senhor: onde fica a coerência, onde fica a bandeira da ética? Não valeu para o senhor nessa hora?

Marcelo Freixo: Valeu, valeu inclusive para ter saído do PT e ter ido para o PSOL. Exatamente por isso. Nós éramos do PT e bem antes disso, inclusive, bem antes do mensalão, diante das alianças para buscar uma determinada governabilidade, na hora em que o PT foi governar junto...

Mariana: E o apoio ao governo?

Freixo: Vamos chegar lá. Quando o PT declarou que ia governar junto com Renan Calheiros, com Collor, com Sarney, foi hora que eu saí do PT e disse: 'Isso aqui não me representa'. E nós saímos e fundamos o PSOL. Foi um caminho muito diferente disso. Eu tenho muito respeito pela história do PT e lamento profundamente que tenham feito o que fizeram em determinado momento da história deles, mas isso não apaga a importância histórica que eles tiveram. Nem os seus erros. Não é também um salvo conduto à história que tiveram. Mas por isso nós saímos. Em 2014, que é a data que você está dizendo, quando fui candidato pelo PSOL e fui o candidato mais votado do Brasil, nós tivemos candidata à Presidência da República. Então, não é verdade que nós apoiamos.

Mariana: Mas no segundo turno o senhor declarou apoio ao governo do PT.

Freixo: Ah sim, mas aí tem uma diferença muito grande na pergunta. O segundo turno é veto e voto.

Mariana: Mas o senhor não se incomodou com a corrupção nessa hora?

Freixo: Sim, mas tanto é que nós denunciamos. Quem cassou Eduardo Cunha foi uma ação feita pela bancada federal do PSOL.

Mariana: Não é incoerente, o senhor ficar incomodado pela corrupção e depois declarar apoio no segundo turno?

Freixo: Mariana, olha só, o segundo turno é veto ou voto. Se nós fossemos para o governo, se nós fizéssemos parte do governo, aí sim. No primeiro turno, nós tivemos a Luciana Genro candidata, fizemos campanha para ela, fizemos oposição ao governo do PT, fizemos oposição ao governo do Lula, fizemos oposição ao governo da Dilma, uma oposição da esquerda. No segundo turno, tínhamos o Aécio Neves de um lado, não sei se você lembra, mas também tinha uma série de denúncias contra ele, e a Justiça Criminal não pode ser seletiva. Esse é um grande problema da Justiça Criminal. É por isso que só tem preto, pobre e morador de favela preso no Rio de Janeiro, porque ela é seletiva. E ela é seletiva na política também. Eu acho que todo mundo deve ser investigado, seletividade é uma ameaça à democracia, dentro do poder Judiciário. O segundo turno, que foi quando nós apoiamos, e eu nem estou falando de PSOL, mas eu particularmente assumo o que faço, votei na Dilma. Não fui para o seu governo, para derrotar um projeto do PSDB, que naquele momento para mim era pior. O que não quer dizer que a gente tenha apoiado o governo, ou muito menos as suas práticas, por isso a gente é do PSOL e não do PT.

Mariana: Candidato, depois do mensalão, insisto, veio o petrolão. A Lava Jato começou em março de 2014, lembrando que o senhor declarou apoio ao PT sete meses depois, em outubro de 2014. Candidato, foram 21 fases da Lava Jato em 2014. Não foi suficiente para o senhor se preocupar?

Freixo: Claro que sim, e a gente apoia que as investigações aconteçam e não sejam seletivas. Mas uma vez insisto nisso: as investigações não podem ser seletivas. A investigação tem que ser com prova e não com convicção. Eu tenho as minhas convicções. Não cabe ao Ministério Público as convicções. Cabe a produção de provas. A Justiça não pode ser seletiva. O PT tem que ser investigado e tem que responder, evidentemente. Por isso que a gente está no PSOL. Por isso que a gente tem uma candidatura hoje. E não tem vínculos nem com o PMDB, que também responde a uma série de corrupções e não é diferente no Rio Janeiro, está aí Sergio Cabral, Eduardo Cunha e todos os que representam esse PMDB do Rio. E nem do PT, nem do PCdoB. Temos uma outra candidatura, que representa outro projeto de cidade, feito com programa. E por isso a gente está muito perto do segundo turno, porque a gente não se misturou com isso.

Ana Luiza: Candidato, doação de campanha. O Tribunal Superior Eleitoral registra que o senhor recebeu, em 2012, uma doação de R$ 120 mil da construtora Vitor Hugo Demolições. É a mesma construtora que foi responsável pela demolição das casas da comunidade Vila Autódromo. O senhor sempre foi contra a demolição. O senhor errou ao receber essa doação?

Freixo: Não, Ana, é importante a coisa da pergunta e a necessidade de esclarecimento. Vamos lá. Isso foi em 2012, você foi correta. Em 2012, não existia a demolição da Vila Autódromo. Essa é uma informação pertinente que tem que estar também na pergunta. 2012 não havia demolição da Vila Autódromo. Em 2012, nós fizemos uma campanha com 316, 320 doações – apenas 3 de empresas. Todas as outras de pessoas físicas. Uma delas foi da Vitor Hugo Demolições, que chegou até a gente através de um vereador, que queria ajudar a gente, num valor que não é nenhum valor relativamente grande, já que é uma campanha para prefeitura do Rio de Janeiro. Mas não é isso que importa, podia ser R$ 1, de R$ 100, de R$ 120 mil. Não interessa. Ali não havia nada de ilegal, nós declaramos. E não havia demolição da Vila Autódromo. Eles doaram, naquele ano, apenas para mim, para um vereador e para uma vereadora da Baixada. Só. Não havia nenhuma investigação. Não havia nada contra isso, nada que impedisse de aceitar. Mas é importante dizer que, em 2014, é importante esse complemento, nós fizemos uma campanha pelo PSOL, antes da lei, sem aceitar nenhuma. Nós nos antecipamos à lei. Nós não aceitamos nenhuma doação de empresa em 2014. Foram pioneiros no Rio de Janeiro em fazer uma campanha só de doações de pessoas físicas. E mais do que isso: jamais qualquer doação interferiu na minha vida parlamentar ou na minha vida política. Vale a pena perguntar para a Dona Penha, maior liderança da Vila Autódromo, em quem ela vai votar para prefeitura. Vai votar em mim, porque o tempo inteiro eu estive do lado dos moradores da Vila Autódromo.

Ana Luiza: Candidato, desculpe lhe interromper, mas o senhor diz, na sua atual campanha, palavras do senhor, vou pedir licença para ler: "É a velha política, empreiteiras decidindo o destino do eleitor". Não é incoerente dizer isso agora e ter recebido, ter aceitado essa doação de uma empreiteira em 2012?

Freixo: Não, porque é uma empresa de demolição, que foi em 2012, onde esse debate não estava colocado. Isso em nenhum momento interferiu na nossa vida política. Qual foi o momento?

Ana Luiza: Mas, por questão de princípio, o senhor não deveria recusar sempre?

Freixo: Não, isso foi em 2012, isso não estava colocado. Você não tem como prever que isso vai acontecer. Aliás, em 2012, isso não...

Ana Luiza: Mas não é questão de princípio, mesmo quando a lei permitia, desculpe insistir nesse ponto. Mas se é uma questão de princípio, mesmo quando a lei permitia, o senhor não deveria ter recusado?

Freixo: Em 2014, a gente negou antes da lei. O PSOL fez isso em 2014. Mais ninguém fez. O mais importante: como eu me comportei diante da Vila Autódromo? Ao contrário de vários outros candidatos, eu estive em Vila Autódromo em todos os momentos da luta daqueles moradores. E foi uma das maiores covardias da Prefeitura do PMDB e quem estava também à frente da Secretaria de Habitação cometeu no Rio de Janeiro. Foi uma remoção covarde, a mando da especulação imobiliária, não havia nenhuma casa, nenhuma moradia em área de risco para ser removida. Foi removida para atender ao interesse da especulação imobiliária. Porque isso virou um sinal dessa cidade: atende quem tem dinheiro e sacrifica quem é mais pobre. Na nossa gestão, nós vamos parar com essas remoções e vamos dar dignidade a essa pessoa que mora em lugares mais pobres e que precisa de melhore condições de vida. Como foi em Vila Autódromo, onde a gente sempre esteve do lado deles.

Mariana: Candidato, o senhor falou aí aonde o senhor esteve. Vamos falar sobre isso. Na sua agenda de campanha, o senhor teve 63 compromissos públicos até ontem. Desses 63, apenas seis foram na Zona Oeste. A Zona Oeste que concentra os quatro bairros mais populosos, como maior número de moradores da cidade. Zona Oeste que tem problemas tradicionais e históricos como saúde, transporte, educação, segurança. Por que o senhor não priorizou essa região na sua campanha?

Freixo: Você está com os números errados. Depois eu posso te passar hoje mesmo todos os números.

Mariana: São os números da sua agenda pública.

Freixo: A agenda pública que vocês passam... aí tem uma questão central, Mariana.

Mariana: Está lá no seu site.

Freixo: Sim, sim, mas vocês sabem perfeitamente, porque vocês da globo cobriram. Eu fui presidente da CPI das milícias. Eu tive coragem de enfrentar a maior máfia do Rio de Janeiro, que age exatamente na Zona Oeste. Por isso, eu fui, para deputado estadual, um dos deputados mais votados na Zona Oeste. Eles reconhecem o trabalho que a gente fez. Nem todo lugar da Zona Oeste eu posso ir por uma medida de segurança. E nem todo lugar da Zona Oeste eu posso divulgar a agenda por uma medida de segurança. Você sabe que, lamentavelmente, mesmo com a CPI tendo feito um enorme sucesso, nós prendemos ali na CPI, não nós a CPI, mas o Ministério Público a partir da CPI, prendemos deputados, vereadores, vários deles ligados inclusive ao PMDB. Foram presos pela CPI. Eu não posso divulgar a agenda na Zona Oeste por uma medida de segurança. Mas saiba que 80% da minha agenda foi Zona Norte e Zona Oeste.

Mariana: Eu estou falando apenas de Zona Oeste, candidato.

Freixo: Zona Norte e Oeste.

Mariana: Zona Oeste, candidato. Apenas seis compromissos.

Freixo: Seis compromissos avisados por questão de segurança. Eu não posso avisar que eu vou a Campo Grande em determinado horário.

Mariana: Comparando as prioridades de agenda do Senhor, o senhor esteve na PUC, na Gávea, Zona Sul.

Freixo: Só ontem.

Mariana: Duas vezes.

Freixo: Não, tá errado. Só ontem.

Mariana: E nenhuma em Santa Cruz, candidato. Tá na sua agenda do site, candidato. A gente olhou dia a dia. O senhor esteve duas vezes na PUC durante a campanha.

Freixo: Não, não estive. Só estive uma.

Mariana: E nenhuma em Santa Cruz, por exemplo.

Freixo: Estive em Santa Cruz três vezes e uma vez na PUC. Em santa cruz, inclusive, se você entrar agora no Facebook tem uma postagem minha com mais de 3 milhões de visualizações sobre direitos humanos e as relações com as polícias. Três milhões de visualizações em um debate que fiz em Santa Cruz sobre direitos humanos lá dentro, à noite. É só olhar. Estive várias vezes lá. E na PUC, fui uma única vez e tinha mesmo que ir. Tava lotada a PUC ontem e foi ótimo.

Mariana: São informações do seu site, que o senhor sempre indica para as pessoas olhar sua trajetória, seu dia a dia e o que você fez. Então corrija.

Freixo: Não, mariana. Eu vou insistir. Eu não poso corrigir meu site e colocar a vida da minha equipe em risco. É uma questão de responsabilidade, como vocês fazem com os repórteres que não deixam entrar em favela, para cobrir campanha da gente. Vocês não acompanham. Por que? Porque vocês não querem sacrificar a equipe de vocês. Eu não posso colocar que vou a determinados locais da Zona Oeste porque a Zona Oeste, lamentavelmente, ainda tem milícia, porque esse governo é conivente com isso e a gente enfrentou a milícia como ninguém fez. Eu não posso divulgar e acho que isso é muito fácil entender.

Ana Luiza: Candidato, vamos falar de educação. Porque quando o assunto é educação, o seu partido não tem números bons para apresentar. A única prefeitura administrada pelo PSOL no Brasil é a do município de Itaucara, no noroeste fluminense. O ideb acabou de ser divulgado. Na cidade de Itaucara, o seu partido não cumpriu a meta estabelecido nos últimos anos do ensino fundamental. A meta era de 4,7 e Itaucara ficou com 3,7. É um retrocesso de oito anos na nota nesse segmento, no segundo segmento do ensino fundamental. É pior que a nota do ano de 2007. Eu pergunto ao senhor: por que o programa de educação do PSOL não funcionou em Itaucara?

Freixo: Vamos lá. A informação está pela metade mais uma vez. Itaucara tem administração do PSOL e eu tenho muito orgulho da administração de Itaucara. É um cortador de cana que enfrenta o que há de pior na politica daquela região, porque são 11 vereadores e, veja, nós temos um vereador, os outros dez são ligados ao [Anthony] Garotinho e ao PMDB. Ele enfrentou diversas máfias, como a máfia do lixo, ele fez coleta seletiva, ele garantiu passe livre dos estudantes, ele tirou no Ideb Itaucara do 42º e traz para o 15º. Faltou essa informação.

Ana Luiza: Mas nos anos iniciais, candidato...

Freixo: Não dá também para você pegar só uma parte da informação. Tem que melhor? Tem que melhorar.

Ana Luiza: Eu estou mencionando o ensino fundamental.

Freixo: Ah tá.

Ana Luiza: Eu acabei de mencionar o segundo segmento do ensino fundamental. falando do primeiro segmento, que são os anos iniciais, do primeiro ao quinto ano. Nos três colégios público de Itaucara, em dois deles teve queda nas notas do primeiro segmento. Em um deles, para dar como exemplo, que era da rede estadual até 2013 e hoje é da administração municipal, a nota caiu de 7,2 para 5,4. E olha que, em 2012, o senhor disse que seu coordenador de campanha iria trabalha ali junto do prefeito de Itaucara nesse sentido. O que não funcionou, porque a nota caiu de 7,2 para 5,4? É uma queda expressiva.

Freixo: Primeiro, vamos lá. A gente tem muito questionamento ao Ideb. O Ideb é uma imposição de uma lógica de avalição externa, que não leva em conta a realidade dos professores. Mas ok. Vamos seguir o Ideb, mas quero dizer que o Ideb não está acima do bem e do mal. Há muitos questionamentos de pesquisadores de universidades de ponta que questionam a metodologia do Ideb. E aí, é claro, tem que valer para todo mundo. O Ideb do Rio de Janeiro também caiu. Agora, é importante dizer que Itaucara melhorou muito a qualidade de vida, por isso, inclusive, o prefeito de lá será reeleito mesmo com toda câmara de vereadores contra. Tem que melhorar a educação? Pode melhorar. Ele melhorou muito a saúde, melhorou a coleta de lixo, melhorou o acesso de estudantes. Em relação ao Ideb, saiu do 42º para o 15º.

Ana Luiza: Mas em 2013...

Freixo: Mesmo com todas essas limitações.

Ana Luiza: Exatamente.

Freixo: Melhorou o Ideb da região.

Ana Luiza: Em 2013, quando houve uma melhora no Ideb, o PSOL comemorou. O prefeito do partido, inclusive, publicou no site dele

Freixo: O que não quer dizer que não tenhamos críticas à metodologia do Ideb

Ana Luiza: Comemorou o aumento na nota do Ideb. Em 2015, quando o número foi ruim, o partido faz críticas ao Ideb em vez de melhorar a educação?

Freixo: Não, não. Críticas ao Ideb, nós sempre fizemos. Críticas ao Ideb nós sempre fizemos, porque nós concordamos que tem de ter mais autonomia pedagógica, avaliação tem de levar em conta a realidade dos educadores. Isso sempre foi a nossa fala e não é de agora. Agora, eu acho que Itaucara pode e deve melhorar na educação sempre. Houve investimento na educação, houve a escuta dos professores, houve tempo de planejamento dos professores, o que não acontece no Rio de Janeiro. Lá, eles pagaram os aposentados, coisa que o PMDB não fez no Rio de Janeiro. Lá eles pagam em dia, o que é obrigação, o servidor público, coisa que o PMDB não faz no Rio de Janeiro. O PSOL é muito diferente do PMDB na hora de administrar.

Ana Luiza: Candidato, rapidamente porque nosso tempo tá acabando. Itaucara também vai mal em outro ranking. O Ministério Público federal fez um levantamento avaliando as cidades o cumprimento da Lei de Transparência. De zero a dez, Itaucara ficou com 1,1. Por que o PSOL cobra transparência e não dá transparência quando está no poder?

Freixo: Tem. Inclusive, Itaucara foi elogiada pelo Tribunal de Contas do Estado.

Ana Luiza: A nota foi de 1,1.

Freixo: Sim, mas foi elogiado pelo Tribunal de Contas do Estado. As contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado, pela equipe técnica do Tribunal de Contas. A equipe técnica, não tô falando dos conselheiros, não. Aprovaram e elogiaram a gestão de Itaucara.

Ana Luiza: Então essa avaliação do Ministério Público do Estado...

Freixo: O Tribunal de Contas do Estado que avalia Itaucara aprovou. A equipe técnica. Não foi pela política, não. E disse que tem transparência.

Ana Luiza: Então o Ministério Público não vale? Não vale essa avaliação?

Freixo: Eu tenho questionamentos ao Ministério Público Federal. Mas eu tenho convicção de que em Itaucara há transparência e é uma bela gestão do PSOL ali. >>>>>>FONTE

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