Vídeos

URGENTE VEJA



" });

Notícias em Foco

Mundo dos Esportes

Noticias Itaocara e Região

Saúde em Ação

OS ÚNICOS QUEM?

OS ÚNICOS QUEM?
CLICK NA FOTO

Galeria de Fotos

» » Marcelo Odebrecht diz que Dilma e Graça Foster o questionaram sobre propina ao PMDB

PMDB e PT pediram 5% de um contrato de quase US$ 1 bilhão com a Petrobras, segundo o delator.

Em delação premiada, o empresário Marcelo Odebrecht disse que para conseguir um contrato de US$ 825 milhões com a Petrobras acertou uma propina de 5% – do total, 4% ia para o PMDB e 1%, para o PT.

O empresário afirmou ao Ministério Público que foi questionado sobre a propina em reunião com a então presidente Dilma Rousseff e então presidente da Petrobras, Graça Foster, em 2012. Os três teriam se encontrado em um hotel, na Zona Sul de São Paulo.

Segundo Odebrecht, Graça Foster havia telefonado perguntando se era verdade que a empresa estava pagando propina para o PMDB. Ela e a então presidente da República queriam saber quem eram os destinatários.

"Quando eu coloquei o assunto do PT, eu desarmei tanto ela quanto Graça, do ponto de vista que... eu desarmei. Desarmei, apesar de que eu não acho que as duas estavam envolvidas, não sabiam, na hora que eu coloquei, eu desarmei a questão. Como é que elas iam conduzir esse assunto, se o partido delas tava envolvido?", disse o delator.

O depoimento de Marcelo Odebrecht é um dos que embasaram a abertura de novos inquéritos no Supremo Tribunal Federal – a chamada "lista de Fachin". As informações sobre pessoas sem foro privilegiado, como Dilma, foram enviadas para outras instâncias do Judiciário, que decidirão sobre abertura de investigações ou arquivamento.
Impasse com Graça Foster

Um relatório interno da Petrobras alertou o Ministério Público do Rio de Janeiro, que denunciou o diretor de contratos da Odebrecht, Marco Duran.

Marcelo Odebrecht afirma que trocou e-mails pesados com Graça Foster e depois se reuniu com a então presidente Dilma Roussef. Segundo ele, Dilma disse que ele e Graça teriam que se entender e então pediu que os ministros da Fazenda e da Justiça à época entrassem na conversa. "Vamos ver se Guido [Mantega, então ministro da Fazenda] e Zé Eduardo Cardozo [então ministro da Justiça] resolvem pra apoiar você nessa relação com Graça", disse Odebrecht, em referência ao pedido de Dilma.

O empresário declarou que levou o então diretor jurídico da Odebrecht, Maurício Ferro, para um encontro com Guido Mantega e José Eduardo Cardozo. "A discussão era pra resolver o problema da minha briga com Graça e de como ia resolver o problema do meu executivo. Não se falou da ilicitude do contrato."

"A gente tentou construir como é que eles me apoiariam com a carta da Graça pra aliviar o que tinha ido pro Ministério Público, pra aliviar a situação do meu executivo, que estava sendo processado no Ministério Público. Bom, esse assunto, por alguma ou outra razão, que essas coisas eu não me lembro, aí misturou Lava Jato, você entra, tudo, a história acabou não se resolvendo, o contrato foi renegociado, redução de escopo, a gente acabou tendo prejuízo, mas não se resolveu", disse Marcelo Odebrecht.

Marcelo Odebrecht afirma ainda que não sabe quem seriam os destinatários da propina, que não foi possível resolver esse impasse, que as faturas acabaram não sendo pagas e que o contrato foi reduzido de US$ 825 milhões para US$ 481 milhões.

O que dizem os citados

O PMDB disse que arrecada recursos de campanha dentro da legislação e que está à disposição da Justiça para esclarecimentos. O PT não comentou.

O ex-ministro José Eduardo Cardozo disse que se reuniu com Marcelo Odebrecht para falar sobre uma questão jurídica e que não houve qualquer intervenção no caso. Ele destacou que não está sendo acusado de nada.

A ex-presidente Dilma reiterou em nota que nunca pediu recursos para a campanha ao empresário e refuta as insinuações de tenha beneficiado a construtora. Veja a íntegra da nota:

"A propósito das referências ao nome de Dilma Rousseff nas delações firmadas por executivos da Odebrecht, a Assessoria de Imprensa da presidenta eleita esclarece:

1. É fato notório que Dilma Rousseff nunca manteve relação de amizade ou de proximidade com o senhor Marcelo Odebrecht. Muitas vezes os pleitos da empresa não foram atendidos por decisões do governo, em respeito ao interesse público. Essa relação distante, e em certa medida conflituosa, ficou evidenciada em passagens do depoimento prestado pelo senhor Marcelo Odebrecht.

2. É mentira que Dilma Rousseff tivesse conhecimento de quaisquer situações ilegais que pudessem envolver a Odebrecht e seus dirigentes, além dos integrantes do próprio governo ou mesmo daqueles que atuaram na campanha da reeleição. Ele não consegue demonstrar tais insinuações em seu depoimento. E por um simples motivo: isso nunca ocorreu. Ou seja: o senhor Marcelo Odebrecht faltou com a verdade.

3. Também são falsas as acusações de que Dilma Rousseff tenha tomado qualquer decisão para beneficiar diretamente a Odebrecht ou mesmo qualquer outro grupo econômico. Todas as decisões do seu governo foram voltadas ao desenvolvimento do país, buscando o bem estar da população, a partir do programa eleito nas urnas.

4. Após meses de insinuações, suspeitas infundadas e vazamentos seletivos de acusações feitas indevidamente por dirigentes da Odebrecht, finalmente Dilma Rousseff terá acesso a íntegra das declarações. Não conseguirão atingir a sua honra e a sua vida pública, porque tais acusações são mentirosas.

5. A presidenta eleita espera que as investigações transcorram com imparcialidade e transparência, sem acobertamentos políticos ou direcionamentos para favorecer líderes políticos. A verdade dos fatos será demonstrada. Não são insinuações ou mentiras, lançadas por empresários ou executivos de uma construtora, que esconderão ou mesmo distorcerão os fatos. A verdade vai triunfar, apesar dos ataques". >>>>>FONTE
O G1 não conseguiu contato com Guido Mantega ou Graça Foster.

«
Next
»
Previous